Decerto vocês já viram a nova campanha da CCAA, que aposta na `viralidade` do mistério "porque os alunos do CCAA nunca esquecem o que aprendem"?
Primeiro, pra mim, apostar em viralidade é um abuso. É pretencioso. Como se sabem, "viral" é aquilo que se espalha rápido, como um virús. Ora, mas isso é um acaso, e como fenômeno, é imprevísivel. Apostar na `viralidade` é como se um virús resolvesse... bem... tá vendo? Nem tenho uma metáfora eficiente. Eu estava tentando forçar a barra, exatamente como faz quem tenta investir na idéia. Mas não é culpa (somente) da agência que atende o curso de inglês. É, como todo marketeiro (no pior sentido) gosta, uma "tendência".
Segundo... num dos vídeos da campanha, o cientista apresenta a hipótese número 1: seriam os alunos super-heróis? E para testar a suspeita, eles atropelam um dos alunos com um trem. Sim, o aluno é atropelado. Não, não, o roteiro não pensou em nenhum tipo de saída humorística para o pobre coitado do aluno tentando parar o trem com uma capa e uma cueca por cima da calça. Ele não sai correndo na última hora, nenhum super herói de última hora tira o boi da linha. Ele MORRE. Sim, senhoras e senhores, porque quem é atropelado por um trem não sobrevive.
Cruel, não? Na dúvida, vamos recorrer ao You Tube para um tira-teima. Está aí do lado.
É... A regra é clara. Trem atropela, humano morre. Eu que não quero estudar no CCAA pra ser testado por essas pessoas. Prefiro continuar burro... e vivo. O que, às vezes, parece "tendência" nos dias de hoje.
É isso. E ponto, e pronto.
Pra não parecer que a turma aqui só reclama, vamos brincar de "como-você-resolveria-esse-pepino-se-tivesse-o-salário-do-redator"? Eu tenho uma solução para um vídeo onde todo mundo fica vivo, e o cliente, feliz. E você? Tem alguma? Discussão nos comentários. Que comecem os jogos!
Uma das (muitas) perguntas bizarras e sem fundamento que ouvi nos Estados Unidos foi "é verdade que vocês são canibais no Brasil?". Faz sentido pra um povo que acha que nós somos um país pequeno, que fala espanhol e que vive na idade da pedra.
E também faria sentido se eles assistissem ao mais novo comercial do indescritível guaraná Dolly. Eu sei que já disse neste espaço que me ausentaria de discussões em tornos de comerciais de anunciantes menores, feitos com poucos recursos - mas a nova peça é um primor da ::despropaganda::. É estrelada por uma versão miniatura do refrigerante, animado (ou desanimado? chega de trocadilhos) em computação (in)gráfica (desculpem, paro aqui, prometo). O personagem não resiste ao delicoso sabor (de si mesmo?) e bebe várias garrafas de Dolly. ?!?!?!? Seguindo a lógica desta peça, não falta pouco para ver o peru da Sadia comendo sua própria perna ou as vaquinhas do Toddy estrelando propaganda de churrascaria.
Mal eu acabo de pisar em solo brasileiro, tentando pegar o ritmo das atrações televisivas e da mídia no país, me surpreendo com as inovações que nossa TV cria - mesmo sem querer.
Pois acabo de ver a participação de Cissa Guimarães nesta famigerada edição do Big Brother (e não me façam comentar mais pois não faço idéia do que acontece nessa casa). E no que parecia ser uma ação de merchandising, ela pede que os concorrentes adivinhem o preço dos produtos do Ponto Frio, para em seguida, revelar o valor verdadeiro - vence quem se aproximar, como sempre foi nesse tipo de jogo.
Merchandising? Não! O primeiro e único ::desmerchandising:: da TV brasileira! Pois Silvio Santos tinha razão de não cobrar um centavao das marcas que usava em brincadeira semelhante nos áureos tempos do Topa Tudo por Dinheiro, afinal, os concorrentes imaginam um preço... e Cissa revela em segundos que tal produto custa, no mínimo, o DOBRO!!! É 500 que viram 1000, são 600 que deveriam ser 1600. O que fica é a impressão que o produto é muito mais caro do que se imaginava, e não o contrário, o que provavelmente é a intenção do Ponto Frio.
Tsc, tsc. Dessa vez Cissa quebrou a sapucaia. Vamos ver até quando a piada dura...
Juro que o Danilo prometeu que ia cuidar aqui do ::despropaganda:: enquanto eu estivesse nos EUA. Mas, ao que parece, entre demissao e se tornar o novo astro da Comedia Stand Up no Brasil (ele agora pode ser visto no Clube da Comedia, em SP), ele esqueceu de ver comerciais. Nao faz mal, eu estou neste momento reembarcando para o Brasil, de onde prometo fazer faxina no barraco e por tudo nos eixos. E nao, eu nao fui deportado.
Semana passada vi por aqui uma brincadeira que hoje, por coincidencia, vi tambem num outro blog, o Antena Paranoica. Nao faz mal, posto assim mesmo...