Depois da Veja fazer uma edição especial sobre o assunto (Foram quatro piadinhas iguais em três matérias diferentes), foi a vez da publicidade utilizar o caso da ministra Marta para gerar algum burburinho.
E conseguiu! Com um comercial não mais do que Ok e sem muita inspiração (a não ser pela direção de arte. Reparem nos microfones!) a Peugeot chamou a atenção de todo mundo. Não pela peça em si, mas pela proibição dela. Agora, notícia em todos os lugares e a polêmica gerada chamam atenção para a marca e para a promoção. É um caso de despropaganda as avessas: era muito melhor o governo ter ficado calado. Se pronunciar só chamou mais atenção sobre o caso.
Acredito que muita gente já viu a campanha da Nokia "A música nos conecta". Infelizmente, eu não consegui achar o comercial no You Tube, mas é aquele que afirma que fizeram um teste e, após ouvir uma certa música, para quem as pessoas ligavam. Acho a idéia bonitinha, até que dizem que "três garotas ligavam para o mesmo cara". Nesse momento, eu paro de acreditar na propaganda (acho que até "duas" eu acreditava). Porque diabos fizeram isso? Estava tudo bonitinho, crível, simpático, e de repente, parece que eles querem que a gente duvide de tudo. Não precisava.
"Bruno, depois da denúncia de um jurado brasileiro afirmando que a houve corrupção no direct Cannes, não fica difícil entender como uma peça dessas ganha ouro. Veja a imagem: Shakespeare como pintor? Luís rei da frança como outro pintor ? Drácula como inventor? Vejam e tire suas próprias conclusões."
Bom, todo publicitário sabe como e o que é marcar layout. O bizarro é que isso seja premiado com ouro por lá. Buuuuuuu! Chamem os Ghostbusters!
Eu queria muito ter destacado a acusação na imagem, mas dado o escasso tempo deste que vos escreve, a tarefa foi impossível. Melhor, assim fica valendo a brincadeira "onde está Wally?"